O Programa Recóleo lançado hoje pelo governador Rogério Rosso é apenas o começo de uma longa busca pela sociedade ideal. Com todo esse cuidado com o meio ambiente, não foi à toa que Brasília ficou no 104º lugar na pesquisa elaborada pela  consultoria internacional em recursos humanos, que apresentam melhor qualidade de vida. O Distrito Federal tem um dos mais modernos tratamentos de esgoto do Brasil.

O Programa Recóleo consta de reciclagem  o óleo de cozinha e gorduras vegetais para reduzir os componentes oleosos no esgoto local e, consequentemente, a poluição dos corpos hídricos do DF. Além disso, cerca de 40%  do custo de manutenção à rede de tratamento de esgoto será economizado pela Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb). O programa é uma ampliação do Projeto Biguá, que é um piloto na produção de biocombustível a partir do óleo de cozinha. Com isso, o governo pretende eliminar um dos maiores meios de poluição do País, economizar recursos e gerar empregos.

No projeto Biguá era necessário que a dona de casa, as empresas e instituições transportassem o óleo até os postos de reciclagem. No caso do Recóleo o governo vai a residências, comércios, empresas públicas ou privadas, escolas e instituições para recolher os resíduos oleosos. As mulheres donas de casa serão franquias do GDF.  Brasília, é a primeira cidade do território nacional a desenvolver um programa com essas proporções de ganho ambiental. “Esse desafio de gerar uma política de ambiente sustentável agora é um programa do governo. Essas primícias da preservação ambiental têm que ser inserida no governo e na sociedade.
Esse sistema vai funcionar de forma muito interessante, porque gera qualidade de vida e renda para a população carente”, ressalta Rosso. Ainda não há uma estatística de quantos carros, caminhões e galões serão utilizados no desenvolvimento do programa no DF.  Mas o  decreto estipula a Caesb como responsável pela execução e ações pertinentes do projeto Recóleo.

Governo incentiva a sociedade a reciclar 
Mas a proporção de contaminação ainda é muito alta. Um litro de óleo despejado no meio ambiente polui um milhão de litros de água. Estima-se que no Distrito Federal sejam usados cerca de 24 milhões de litros de óleo por ano. Entretanto, com o processo da fritura ocorre uma perda de 50% nesse volume. Portanto, são 12 milhões de litros por ano poluindo 240 trilhões de litros de água, ou seja, uma área igual aos 428 litros de água do Lago Paranoá.

De acordo com o presidente da Caesb, Gustavo Leite, é importante começar a busca por essa qualidade de vida o mais rápido possível, afinal não há desenvolvimento sem o crescimento dessa preservação. “Não temos uma sociedade ideal, mas uma sociedade que parte daquilo que é possível. E essa reciclagem é possível. Podemos ter uma qualidade de vida exemplar se melhorar a nossa relação com a natureza. Um programa que traz ganhos ambientais, sociais e econômicos é inédito nas capitais brasileiras”, explica Leite.

Fonte: | 29 de maio de 2010